Meus livros: “Harvard”, o personagem preferido

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Todo autor tem seu personagem preferido. Eu seria estúpida se não tivesse. Principalmente em Harvard.

Eu tenho aquela velha síndrome de escritores de quase nunca gostarem realmente do seu personagem principal e, quando vão escrever, se apaixonam verdadeiramente é pelo antagonista: aquele cara que não tem quase destaque, que está sempre de escanteio e que acontece de todo mundo gostar mais dele do que o protagonista. Em várias histórias minhas, eu sempre me apaixonei mais pelo antagonista do que pelo protagonista. Em Harvard, acredito que não seria diferente.

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Personagens inspirados em pessoas que você conhece: talvez não seja uma boa ideia

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Muitas vezes eu vi autores dizendo que X personagem foi inspirado em alguém que ele conhece: sua amiga, seu amigo, sua mãe, seu irmão, sua ex-namorada — geralmente é aquela que morre na história da maneira mais bruta possível —, e afins. Alguns acham isso o máximo, de criar um personagem totalmente baseado em alguém que você conhece; considera isso como uma homenagem para a pessoa. Mas, ao mesmo tempo em que vejo autores dizendo que isso serve de homenagem, também vejo alguns autores ou até mesmo as pessoas que serviram de fonte de inspiração se sentindo ofendidas.

Eu, particularmente, não sou adepta dessa prática. Tento ao máximo criar meus personagens sem me inspirar em ninguém de verdade — talvez em um ponto ou outro da personalidade ou atitude, mas nunca em pegar tudo da pessoa que conheço, muitas vezes contando até mesmo com a característica.

O problema de você escrever um personagem totalmente inspirado em alguém que você conhece, é, de maneira óbvia, você fazer isso errado.

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