Escreve que passa: o significado das minhas tattoos (para mim)

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Acho que eu sou uma das poucas pessoas no mundo que só conseguem aceitar fazer uma tatuagem se ela tem algum grande significado para a pessoa. Algumas fazem porque “é bonita”, “é foda”, “tem um desenho irado”, ou porque realça alguma parte do corpo, ou que deseja cobrir uma cicatriz. Eu até sempre quis fazer uma tatuagem nessa vibe uma vez: uma fênix que cruzava minhas costas, é clássico. Mas eu vi que no fundo ela não tinha significado nenhum para mim. Então, broxei e guardei o dinheiro para gastar com uma coisa melhorzinha para mim.

Atualmente eu tenho cinco tatuagens, mas é claro que esse número vai crescer com o tempo, conforme minhas experiências vão se acumulando e momentos marcantes também — porque é exatamente isso o que minhas tatuagens representam para mim: momentos marcantes, experiências, algo que eu gostaria de me lembrar para sempre, porque sabemos que a memória é a coisa mais complicada de se lidar. Um dia a gente perde as memórias, as lembranças, seja pela eventualidade do passar dos dias ou por doenças como Alzheimer ou acidentes que afetem parte do nosso cérebro; e tem coisas que eu não quero esquecer. E para isso, eu resolvi marcar na pele.

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Escreve que passa: meu futuro não-amoroso e meu suposto egoísmo

PSD escreve

Quando você for mais velha, você vai mudar de ideia.

É o que sempre me dizem quando falo que não quero (ou não pretendo) casar e tampouco ter filhos. Tenho falado isso pela minha vida inteira e ainda assim tem gente que insiste em dizer que tudo vai ser diferente quando eu “crescer”. Aos dezesseis, falei isso pra alguém que rapidamente me cortou: — Quantos anos você tem mesmo?

Dezesseis.

Aos vinte anos, você vai estar casada há três anos e com dois filhos.

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Escreve que passa: sobre escrever o que está em alta

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Eu escrevi um livro de vampiros. Uma trilogia de vampiros, mais precisamente. Escrevi em um tempo de seis meses cada livro, que deveria ter acabado no primeiro, mas resolvi continuar porque eu adorava aquela história e sempre surgiam novas ideias que poderiam deixar a história ainda mais completa. Quando comecei a escrevê-lo, Crepúsculo estava em alta. Brotavam histórias de vampiros do teto, era livro de vampiro para todos os lados e só se encontrava isso nas livrarias. Mas quando terminei de escrever, os anjos estavam em alta, e a moda estava partindo suavemente para as distopias com a chegada de Jogos Vorazes.

Infelizmente (ou felizmente) nunca publiquei esse livro. Ele está empoeirado nos meus arquivos.

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Escreve que passa: ritual de ano novo, pular onda e coisa e tal

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Em todos os dias de ano novo, eu costumo ir à praia com meus pais e mais alguns colegas da família. Todos vestidos de branco, vamos para lá faltando alguns minutos para a meia-noite. Bebemos champanhe e, quando dá a hora, assistimos aos fogos até o fim, abraçamos e desejamos um bom novo ano, pulamos ondas, bebemos e vamos para casa contar piadas e histórias até o primeiro resolver dar um tchau e boa noite. Quando chove — o que acontece quase todo ano, religiosamente —, aproveitamos a chuva e rimos da nossa “falta de sorte”. Eu mando mensagem para os amigos, desejando-lhes coisas boas para este ano que está chegando.

Nesta virada, eu fiz diferente. Comecei não usando uma roupa inteiramente branca e com dourado — como meu típico vestido —, e sim, usando mais preto do que branco. Fomos à praia, mas não bebi champanhe, nem cerveja, nem refrigerante; também não pulei ondas para tentar a sorte de que algum pedido meu se realize, e quando choveu, usei guarda-chuva. Peguei asco de chuva. Peguei um temporal no final de semana que está me fazendo tossir meus pulmões. Assisti aos fogos por poucos instantes, mais procurando gente conhecida perto de mim na praia do que interessada nos fogos — afinal, é sempre a mesma coisa: estoura aqui, ali, cores e tudo mais; dessa vez falaram, de brincadeira, que ia ter a cara da Dilma nos fogos, o ano de aniversário da cidade e no fim não teve bosta alguma de diferente. Também não mandei mensagem para os meus amigos, mas não porque eu estava brava com eles ou porque era rebelde, mas sim, porque perdi o carregador do meu celular, o que não é nenhuma novidade.

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Escreve que passa: Dezembro, nostalgia e aceitação

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Dezembro é um mês que costuma me deixar muito nostálgica e me faz pensar em uma série de coisas. Hoje, especificamente, estive pensando nos tempos do colégio e me dei conta que, em partes, eu sentia falta da escola. Das pessoas, dos professores, de acordar cedo para ir à aula e dormir na primeira, de comer pão de queijo, de conversar com os amigos sobre livros no intervalo ou até mesmo durante as aulas e tentar aprender sobre exatas, conjunto de matérias na qual nunca fui realmente bem.

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