Personagens inspirados em pessoas que você conhece: talvez não seja uma boa ideia

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Muitas vezes eu vi autores dizendo que X personagem foi inspirado em alguém que ele conhece: sua amiga, seu amigo, sua mãe, seu irmão, sua ex-namorada — geralmente é aquela que morre na história da maneira mais bruta possível —, e afins. Alguns acham isso o máximo, de criar um personagem totalmente baseado em alguém que você conhece; considera isso como uma homenagem para a pessoa. Mas, ao mesmo tempo em que vejo autores dizendo que isso serve de homenagem, também vejo alguns autores ou até mesmo as pessoas que serviram de fonte de inspiração se sentindo ofendidas.

Eu, particularmente, não sou adepta dessa prática. Tento ao máximo criar meus personagens sem me inspirar em ninguém de verdade — talvez em um ponto ou outro da personalidade ou atitude, mas nunca em pegar tudo da pessoa que conheço, muitas vezes contando até mesmo com a característica.

O problema de você escrever um personagem totalmente inspirado em alguém que você conhece, é, de maneira óbvia, você fazer isso errado.

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Livro Digital vs. Livro Impresso: não é uma questão de um ou outro

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Você já percebeu que sempre existe uma comparação entre o livro impresso e o livro digital? Que sempre existe a opção de ou você publica no formato digital, ou no formato impresso? Que um parece ter mais vantagens que o outro?

O que poucas pessoas conseguem entender, apesar de todas essas perguntas e comparações, é que existe a possibilidade de os dois coexistirem; de o autor poder ter o seu livro em ambos os formatos e até mesmo abrir uma margem muito maior para novos leitores que querem conhecer suas obras e, muitas vezes, não consegue adquirir o exemplar em um formato ou outro.

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Como ambientar minha história em um lugar existente (e que não conheço!)

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Eu, infelizmente, sou uma autora que não consegue escrever sobre o lugar onde vivo. Atualmente, moro em Florianópolis, a Ilha da Magia. Existe uma abertura enorme para escrever qualquer história aqui; Floripa tem vários pontos turísticos, praias maravilhosas, muita gente diferente justamente por causa dos universitários e intercambistas, festas e eventos incríveis e tudo mais. Porém, eu simplesmente não consigo escrever minhas histórias ambientadas, tampouco aqui, quanto em qualquer outro canto do Brasil.

Existe uma trava. Eu não sei como me livrar dela, e eu juro que já tentei. Tudo o que eu escrevo com cenário no Brasil parece que não fica bom e que precisa ser muito aperfeiçoado, mas para isso, preciso trocar o cenário. Parece que nunca fica bom. Com isso, eu acabo optando por escrever histórias que se passam em outros países.

A questão é que nunca viajei para fora do Brasil. Nem para buscar uma muamba no Paraguai. Nunquinha. O máximo de contato que tive do exterior foi encomendando minhas coisas da China e falando com estrangeiros tarados (e alguns tão fofos que tocam piano para você) no Omegle. Então, como fazer uma história que tenha um cenário estrangeiro e que você nunca visitou?

Bom, é mais simples do que você imagina.

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Autopublicação: por onde começar

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A autopublicação vem crescendo muito no Brasil entre os autores iniciantes. Visando a oportunidade de publicarem com uma facilidade e rapidez maiores do que seria com uma editora tradicional, certos autores encaram a estrada cheia de obstáculos que é a da autopublicação: as dificuldades, os custos, a aceitação dos leitores e outros autores. Há quem diz que a autopublicação é uma humilhação, como também há quem diz que a autopublicação é uma conquista, justamente porque o autor conseguiu superar todos os obstáculos dela e publicar o seu livro, além de também estar fazendo sucesso com ele.

Mas entra a questão: se eu quero autopublicar, como eu posso começar?

A autopublicação não é muito diferente de qualquer outro meio de publicação; ele é apenas mais complicado porque o responsável por tudo é você. Mas, da mesma forma, ela segue os mesmos passos de uma publicação tradicional.

O primeiro passo, após finalizar o seu livro, é realizar uma revisão própria no seu livro. O que é uma revisão própria? É a revisão que o próprio autor faz no seu livro, a fim de encontrar pequenos erros gramaticais ou ortográficos, trechos que ficaram a desejar, cortar uma coisa aqui ou ali; ou seja, uma lapidação do seu original. É interessante que você compartilhe ele com outras pessoas (parentes, professores, pessoas que realmente gostem de ler) para que você consiga aperfeiçoar ainda mais o seu livro. Justamente por você estar se autopublicando, você dificilmente (ou de modo quase impossível) vai ter um editor à sua disposição fazendo sugestões de alterações ou cortes. Então, isso tudo é exclusivamente com você.

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Autopublicação: uma conquista ou uma humilhação?

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Eu faço autopublicação. Não que isso seja grande coisa. Não que eu seja exatamente a maior entendedora do assunto. Mas eu faço autopublicação e eu conheço esse mercado e muito bem, a propósito. E, principalmente, conheço quem faz parte dele.

A princípio, os autores que entram na autopublicação, são aqueles que estão cansados de escutarem o frequente “não” de editoras tradicionais, apenas porque o seu livro, supostamente, não segue a linha editorial ou o que a editora está procurando no momento. Mas também temos os outros autores que estão na autopublicação porque não querem depender das editoras para que seus livros sejam, finalmente, publicados.

Porém, o problema não é a intenção do autor, não é o desejo de publicar ou o mercado editorial limitado e extremamente seleto. O problema é a opinião a respeito daquela obra. Ela é boa como o autor diz? Se é tão boa assim, então por que nenhuma editora quis publicá-la? Por que o autor precisou pagar para que a obra fosse publicada?

E então, levantamos a questão polêmica: a autopublicação é uma conquista ou uma humilhação?

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Editora Tradicional vs. Editora por Demanda: como encontrar um contrato justo

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Uma coisa é certa: nove entre dez autores querem publicar seu livro por uma editora tradicional. O autor quer ser pago para escrever e publicar, ao invés de pagar para publicar. E, tendo isso em vista, as editoras recebem diariamente milhares de e-mails sobre “obras inovadoras e inteligentes e que provavelmente serão um sucesso”. Infelizmente, as editoras tradicionais não são casas de caridade e não podem publicar tudo o que aparece para elas. Os editores-chefes sempre estarão buscando livros de qualidade comercial, que possam vender bastante para cobrir os gastos com a publicação e que estão “na onda literária”. Porém, nem todos os autores escrevem obras “vendíveis” ou comerciais e muito menos o que está na onda, ou geralmente os livros tem uma baixíssima qualidade, o que faz com que as editoras tradicionais descartem completamente logo de cara uma série de originais, às vezes até mesmo sem parar para analisá-los.

A pouca (se não quase inexistente) valorização do autor brasileiro pelas editoras tradicionais abriu espaço para que as editoras por demanda pudessem criar seu espaço fixo no mercado, abrindo portas para novos autores cheios de sonhos e expectativas a respeito do seu livro a ser publicado. Mas é claro que as editoras por demanda, geralmente, têm um porém: ou elas cobram pelos serviços, ou elas pedem para você comprar parte da tiragem ou elas publicam apenas online.

A ideia de pagar para publicar ainda não é exatamente bem vista pelos autores de hoje. Os leitores e outros autores acreditam que, se o autor Fulano pagou para publicar o livro dele, é porque a qualidade do livro é tão ruim, mas tão ruim, que ele teve que contratar alguma editora para editar e publicar o livro dele, porque nenhuma editora quis pagar ele para publicar o seu livro. A história não é bem assim. Há livros ruins? Existem! E alguns até as próprias editoras tradicionais publicam. Mas ainda assim, existem livros excepcionalmente bons que, ou estão publicados de maneira independente, ou estão soterrados em uma pilha de novos originais que provavelmente serão descartados.

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