Quadro do Autor Nacional: “Calcinha preta”, crônica de Mirella Brizzi

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Calcinha preta

Sempre que pegava o celular de uma amiga para ver suas fotos – e nisso digo, os looks que ela havia usado na semana -, no meio de uma imagem ou outra, de uma combinação cheia de estilo, via cliques dela seminua em alguma pose sensual, mas nunca vulgar; fotos bonitas. Sempre me perguntei o porquê daquilo, e me indagava se teria tal coragem. Mas o que estava por trás daquelas poses, e caras, e ângulos, que eu não conseguia ver, era simplesmente paixão.

Já tive alguns relacionamentos na vida e, até então, nunca me vi olhando para alguém como essa minha amiga olhava para seu amado. Sempre admirei isso, mas nunca me vi em tal situação. Nem mesmo numa situação imaginária. Sempre estou em relacionamentos nos quais os brilhos nos olhos eu deixo por conta dele. Apesar de estar na eterna busca pelo príncipe encantado e, no fundo, saber que me sentirei totalmente realizada depois do “aceito”, vivo me protegendo de relações onde eu perca a noção da realidade e me sinta de alguma forma desprotegida.

Posso dizer que já amei, uma vez, mas amei. No entanto, paixão, não. Nunca me deixei apaixonar. Nós reclamamos do amor, mas acredito que o perigo está na paixão. A paixão te cega, faz você acreditar que ele não te ligou porque perdeu seu número, que não apareceu porque sofreu de alguma forma um trauma. Ela te faz acreditar que ele não teve tempo de te mandar um sms sequer, dizendo que estaria ocupado. Que, realmente, aquele dia que saiu com a ex, agora, não tem nada a ver, e que a bateria de seu celular ter acabado justo nesse dia não passa de coincidência.

A paixão faz você pedir desculpas ao final de uma discussão, onde o outro está nitidamente errado. Existe paixão, existe amor, e existe paixão com amor, e ponto. Algumas pessoas veriam essa última opção como algo sublime. Eu sempre vi como perigosa. Mas deixe-me chegar ao ponto onde as coisas mudam de lugar…

Ontem fui à casa do meu namorado, onde sou sempre muito bem vinda por toda sua família e minha filha é sempre motivo de festa pra eles. Assim que o vi, todo aquele caminho de Sol, enfim, valeu a pena. Por muito tempo observei meus dois amores brincando, enquanto, sentada, tomava café e conversava com seus avôs.

Mais tarde, nos abraçamos e ficamos assistindo vídeos de humor. Não me pergunte sobre quais piadas aquele comediante desconhecido contou, ou qualquer outro vídeo que ele me mostrou, pois, naquele momento, só conseguia pensar no seu rosto e no seu pescoço ao alcance dos meus lábios, e como gostaria que o tempo não passasse.

Depois de toda a tarde descrita, finalmente coloquei meus pés no chão e voltei para casa com a minha pequena. Descobri que passaria o fim de semana sozinha ou o resto de final de semana que sobraria. Tomei banho, fiz meu café corriqueiro antes de dormir e fui me deitar. Decidi que estava muito calor, até mesmo para minha camisola. Já que estaria sozinha, não teria porque não dormir só com as roupas debaixo.

Ao entrar no meu quarto, me deparo com meu espelho, que fica em frente à minha cama. Parei e me olhei por alguns segundos. Finalmente, me senti bonita, mesmo sem nenhuma roupa que escondesse qualquer imperfeição e só mostrasse as qualidades de meu corpo. Me encontrei desprotegida, mas foi ali, naquela calcinha preta, que achei meu amor próprio e descobri a paixão. Estar em frente de um espelho só de calcinha e sutiã e, ainda sim, tirar uma foto para se exibir para ninguém.

Paixão é brilho nos olhos e justificativa válida para este tipo de ação, é frio na barriga, é acreditar na vida. Paixão é tanto amor, que você transborda para o outro, quanto o que sobra até para amar a si próprio.

Sobre a autora

Mãe, estilista, escritora para desabafos e sonhadora em tempo integral. Mirella Brizzi começou a escrever por conta do término de seu primeiro relacionamento e, desde então, tem sua vida contada o tempo todo, por ela mesma, em sua cabeça. Desde 2009, escreve o blog Mundo de Mika, onde diz ser seu “coração em palavras”. Acredita ser o amor a coisa mais importante dos quatro ventos. Viciada em Elvis Presley e vestidos, nasceu, claramente, na década errada.

Quadro do Autor Nacional: “Acredite no amor, por favor”, crônica de Mirella Brizzi

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Acredite no amor, por favor

Há mais ou menos três anos, por conta de uma promoção no emprego, tive que mudar o meu horário no colégio. Estava no meu último ano do ensino médio, então, não seria tanto sacrifício. Não ficaria muito tempo nesta sala de aula, portanto não precisaria fazer novos amigos. Na mesma época, estava em uma fase de um relacionamento que chamo de “o começo do fim”, onde as brigas aumentam e a proposta de terminar fica cada vez mais atraente.

No começou das aulas foi tudo normal, como deveria ser. Fiquei um bom tempo sem conversar com ninguém da sala. Não sou antipática, na verdade sou apaixonada por pessoas. Adoro vê-las interagir, se expressar. Gosto de analisar a todos ao meu redor. O problema sempre foi minha interação com elas; não tenho jeito pra isso. Dificilmente, após tanto observar, alguma pessoa chame tanto minha intenção que eu me proponha a conhecê-la melhor.

Mas aconteceu naquela sala de aula. Havia uma menina, muito tímida, mas que já havia sido a mais popular da escola. E sempre escrevendo – ela escrevia a aula toda -, comecei a perceber que, de longe, eram as matérias dadas pelos professores. Fiquei curiosa para saber como aconteceu essa ascensão social e como uma garota que, antes, brilhava nos corredores, hoje se escondia tímida no fundo da sala e quais confidências escrevia sem parar.

Nunca juguei a maturidade de uma pessoa pela sua idade, mas sim por sua trajetória. Ana era nova, tinha 18 anos, mas guardava no coração a história mais bonita que ouvi até hoje. Ela era de uma religião específica e, nessa, aprendeu que seu primeiro amor seria o, então, seu marido.  E com essa visão de romantismo, conheceu Rodrigo.

Os dois eram da banda de sua igreja e se encontravam em todas as reuniões. Resolveram, então, começar sua jornada, conversaram com os pais e com a figura maior de sua instituição religiosa, e começaram a orar juntos para que Deus abençoasse seu relacionamento. A sua fé os juntava e, cada vez mais, amavam um ao outro.

Quando já quase completava um ano e iriam oficializar aquela união, houve a primeira briga. Algo bem banal, um havia ligado por outro e, por algum motivo, o outro não havia atendido. Ficaram três dias sem se falar; um tempo grande pra quem não se desgrudava.

Após esses dias, Ana não aguentou e resolveu engolir o orgulho e procurar Rodrigo, mas antes dela começar a discar, o telefone toca. Era a mãe de Rodrigo dizendo que ele não passou bem e que estava no hospital. Infelizmente o pior aconteceu e Rodrigo faleceu. Por causas indeterminadas pelos médicos; causas naturais.

O mundo de Ana acabou. Já não havia mais nada e o futuro que seria lindo e que tanto sonhava e planejava, havia desmoronado de repente. Largou a escola, passou um ano inteiro na mais profunda depressão. Deixou de frequentar as reuniões de sua igreja. Mas como ela mesma me relatou “nem por um minuto deixou de acreditar ou questionou a Deus”.

Após essa fase, encontrou ainda mais forças em sua fé e conseguiu voltar sua vida ao normal. Perguntei o que tanto escrevia, e ela me explicou; Apesar do ocorrido, ela não desistiria do amor, sabia que a pessoa certa estaria em seu caminho e se preparava pra isso. Escrevia todo dia cartas para seu futuro amor, e como estava sendo a sua jornada para encontrá-lo.

Então, me mostrou uma caixinha, parecida com um bauzinho. Onde havia papel de balas, recadinhos e as próprias cartas. Pude ler algumas, e elas enchiam meus olhos de lágrimas. Eu entendia o que a Ana sentia, pois vivi (e vivo) minha vida inteira assim. Não sei se por influência demais dos contos de fadas, mas sempre vivi à procura do meu príncipe encantado, do meu verdadeiro amor, do meu “felizes para sempre”.

Então, peço pra você, que agora conhece a historia da Ana, que não desista do amor. Mesmo se estiver no “inicio do fim”, não desista. Hoje, pode não ter dado certo, mas com alguém dará. O amor da sua vida está por aí, te esperando. E a estrada que te leva até ele, por mais tortuosa que seja, é o que fará o final feliz valer a pena.

Sobre a autora

Mãe, estilista, escritora para desabafos e sonhadora em tempo integral. Mirella Brizzi começou a escrever por conta do término de seu primeiro relacionamento e, desde então, tem sua vida contada o tempo todo, por ela mesma, em sua cabeça. Desde 2009, escreve o blog Mundo de Mika, onde diz ser seu “coração em palavras”. Acredita ser o amor a coisa mais importante dos quatro ventos. Viciada em Elvis Presley e vestidos, nasceu, claramente, na década errada.

Quadro do Autor Nacional: “Lembranças de uma casa velha”, conto de Anderson Câmara

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Lembranças de uma casa velha

Era uma casa. Paredes, janelas, cortinas verdes e lâmpadas incandescentes que mais aqueciam que iluminavam os sofás e poltronas forrados de couro. Rodapés feitos de cerâmica escura com desenhos sem sentido, encimados de manchas de infiltração a um canto da sala de estar. O longo corredor, um pouco enviesado em relação ao eixo do terreno, ligava a sala à cozinha, e dava acesso a dois quartos e um banheiro. Um vaso sanitário de porcelana branca e assento de plástico, um chuveiro elétrico já queimado há muito tempo.

O piso de cerâmica já sofrera muitas solas de sapatos e chinelos, pés descalços, café derramado, urina de um cachorro já morto há anos, e até costas estateladas no chão. O quarto pequeno, escuro e sem janelas, palco de cenas de compaixão e de raiva. Suas paredes guardaram segredos nunca contados, uns suspeitados mas não provados, e outros descobertos sem intenção. As cortinas da cozinha lembravam-se dos gritos da mulher que ali preparava o café e o reluzir da faca contra ela brandida. O teto do corredor nunca esquecera os grandes olhos negros da pequena menina traumatizada ao ver as terríveis cenas de agressão e covardia contra aquela que sempre lhe dizia para não chorar.

Entretanto, aquele que sempre amparava a menina em seu pranto, era o couro do velho sofá, que por muito tempo colhia as lágrimas da criança. A cortina da sala, por vezes, dava espaço para o vento, que vinha consolá-la com sua brisa suave e seu assovio tenro. E todos ali, eram os únicos que escutavam, quando a menina chamava pela mãe desacordada no chão. O olho inchado, o lábio cortado.

Por vezes o portão tentara bloquear a entrada daquele homem, mas apesar do alto nível de embriaguez, e por mais que ele lutasse, o homem sempre entrava. Fazia seus passos vacilantes atravessar a grama seca no quintal, vez ou outra pisando fezes do cachorro e espalhando-as pelo tapete da sala sem nem notar. Os quadros da sala mostravam-se aliviados quando o homem estava embriagado demais para qualquer coisa além de se jogar no colchão e acordar apenas no dia seguinte.

Antes, quando o gramado era verde, e a menina era menor, o cão corria ao seu redor enquanto os curtos e ainda inexperientes passos dela conduziam-na dos degraus da porta até a base de uma bananeira, que crescia junto com a menina, ali perto. Naquele tempo, o irmão mais velho corria na rua, um pedaço de madeira na mão, tentava atirar uma bola verde na garrafa do seu adversário na brincadeira. Anos depois, a casa envelheceu e cansou-se, mas as crianças cresciam jovens e saudáveis. O homem e a mulher acresciam suas discussões, e em vez de escondê-las, fizeram as crianças assistirem o terror.

Quando o garoto cresceu mais um pouco, passou pela porta, desceu os degraus e atravessou o portão, uma grande mochila nas costas. O portão esperou que ele voltasse, mas enferrujou suas dobradiças e não o viu chegar. Foi então que o homem passou a trazer um hálito alcoólico em suas vindas. A menina estudava e brincava sobre a mesa, mas a mesa passou apenas a sentir golpes e tropeções do homem enquanto este perseguia sua mulher.

As paredes externas descascaram sua tinta, e deram lugar a longas e tristes lágrimas de umidade, alguns tijolos do beiral jogaram-se na grama, e a menina virou moça. As paredes já não eram mais capazes de suportar sua fúria e indignação, apesar de sua mãe defender o pai. Foi então o tempo em que os homens armados passaram por um portão assustado. A mando da filha, carregaram algemado um homem que estava claramente e sinceramente arrependido, mas já era tarde demais.

Sobre o autor

Anderson Câmara tem 23 anos, sendo escritor e poeta desde os 17 anos. Como poeta, é romântico; como contista, é adepto do fantástico cotidiano passeando pelo surreal; e como romancista, tem dificuldades em ser normal. Tem uma série de projetos e inspira-se em autores como Stephen King e Neil Gaiman. Você pode entrar em contato com o autor através do seu Facebook ou do seu Blog.

Quadro do Autor Nacional: “Até certo ponto”, crônica de Mirella Brizzi

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Até certo ponto

O dia começou como qualquer outro, todas as preocupações na cabeça e quase um temor pelo fim da semana. Coloquei a música no último volume, para esquecer do mundo. Meu ônibus chegou, entrei como qualquer outro. Resolvi ficar no fundo, coisa que nunca faço, pois, como qualquer outra coisa na minha vida, prefiro ficar na porta – insegurança. Foi quando eu o vi, sentado no canto, misterioso.

Parei perto, quase como se fosse, magneticamente, puxada. Cabelos castanhos escuros, bagunçados pro lado. Barba quase que rala emoldurando seu rosto rígido. Sobretudo preto, aumentando o ar de mistério de sua feição. Branco, quase pálido e com um olhar capaz de fazer você morrer de amor pelo menos trinta e nove vezes, em apenas uma hora. Aquele tipinho de vampiro de ficção romântica, que encanta qualquer menina de dezesseis anos, e mesmo que já não tenha mais tal idade, aquele olhar te fará voltar a ter.

Mas, o que mais me chamou a atenção foi que ele tinha um livro nas mãos. Homem misterioso algum deveria ser permitido ler livros em público. Não basta ter um olhar que te devora, ainda usa de um livro na mão. Golpe baixo pra imaginação de qualquer mulher. Cheguei mais perto, ele me olhou, provavelmente, por causa do meu sobretudo rosa. Nossos olhares se cruzaram, por meio segundo. E nesse meio segundo, me apaixonei perdidamente. Vagou um lugar atrás dele, tive que resolver rapidamente se iria ou não. E fui. Acabou sendo melhor, dali conseguiria observá-lo sem ter que desviar o olhar quando preciso.

Então, tinha a visão de seu cabelo, sua orelha e seu livro. E o mais importante, o jeito que o manuseava. Ele lia, e arrumava as sobrancelhas; esfregava os dedos antes de trocar de pagina, como se estivessem coçando de ansiedade para as próximas palavras; acariciava o livro após virar a pagina, e eu desejei ser aquele livro. Me dei conta de que apertava e acariciava meu celular também. Ele se movia como uma sinfonia. Me lembrei que ainda ouvia musica; “I can’t believe  how you looked at me with your James Dean glossy eyes…”.

Percebi o que ele me lembrava, mas essa lembrança nunca seguraria um livro, se não fosse com mais dois para jogar pro alto. Resolvi não colocar cargas passadas nessa nova paixão de olhos cativantes, quase demoníacos, hipnotizantes. Pensei na possibilidade de amanhã encontrá-lo de novo, mas mudei de pensamento. Prefiro paixões avassaladoras de duas horas no máximo, não sei lidar com paixões de tirar o fôlego.

Resolvi que queria ser notada, achei loucura no princípio, mas consegui me convencer rápido. Levantei, mesmo faltando muito para minha parada. Me pus na sua frente. Comecei a observar a rua que tanto amo, e depois de tanto lutar contra meu olhar, me permiti passá-lo sobre ele, que olhava com uma certa curiosidade pra mim. Pronto, amor correspondido. Me sentia completa. Ele fechou seu livro, levantou e desceu do ônibus. E foi quando nossa paixão acabou. Pensei pela última vez em seu livro quase terminado.

Existe algo mais delicioso do que um livro e seu último capítulo?! Posso afirmar que sim, existe o garoto do livro. “… eu adoro um amor inventado.”

Sobre a autora

Mãe, estilista, escritora para desabafos e sonhadora em tempo integral. Mirella Brizzi começou a escrever por conta do término de seu primeiro relacionamento e, desde então, tem sua vida contada o tempo todo, por ela mesma, em sua cabeça. Desde 2009, escreve o blog Mundo de Mika, onde diz ser seu “coração em palavras”. Acredita ser o amor a coisa mais importante dos quatro ventos. Viciada em Elvis Presley e vestidos, nasceu, claramente, na década errada.

Quadro do Autor Nacional: “Perdido no Aroma da Flor”, poema de Anderson Câmara

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É com muita felicidade que eu inauguro o Quadro do Autor Nacional! Este quadro consiste em uma série de textos, poemas, matérias e artigos compartilhados pelos autores nacionais e que serão postados semanalmente aqui no blog (com os devidos créditos, é claro). Se você tiver interesse em participar, entre na página Contato e envie sua solicitação de participação através do formulário de contato para poder ter seu texto postado aqui no blog. Para participar, o seu escrito precisa ter, obrigatoriamente, autoria, título e um breve comentário sobre o autor (ao menos que se reconheça como autor desconhecido ou anônimo).

Este é um poema de Anderson Câmara!

Perdido no Aroma da Flor

De tantas flores neste jardim,

tantas espécies belas e agradáveis,

a única cujo perfume chegou a mim

foi a principal das inalcançáveis.

 

Depois de tantos anos para construir

esta fortaleza resistente

vejo minhas paredes a ruir

e teu nome ecoa em minha mente.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Neguei-me a te querer

mas ousei te admirar.

Então já não pude volver

e o aroma da flor

me veio aprisionar.

 

Quanto mais proibido

mais fortes as cadeias.

E o sentimento inibido

que tu, com teu sorriso,

atiças e incendeias.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Se eu poderia fugir?

Escapar do teu fulgor?

Mas escolhi cair

no teu aroma, bela flor.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Sobre o autor:

Anderson Câmara tem 23 anos, sendo escritor e poeta desde os 17 anos. Como poeta, é romântico; como contista, é adepto do fantástico cotidiano passeando pelo surreal; e como romancista, tem dificuldades em ser normal. Tem uma série de projetos e inspira-se em autores como Stephen King e Neil Gaiman. Você pode entrar em contato com o autor através do seu Facebook ou do seu Blog.

Entrevista: Marcele Cambeses

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Eu resolvi fazer um quadro novo no blog, que será postado todas as segundas. Trata-se de uma entrevista com autores nacionais com obras já publicadas. Eu viso, além de conhecer ainda mais o trabalho desses autores, divulgar o trabalho deles através do blog e apresentá-los a muito mais gente. A primeira entrevistada é a autora linda diva fofa maravilhosa Marcele Cambeses. Ela é autora do livro Sinfonia, da Saga Destino Trocado. O livro teve muitas resenhas positivas até agora e até eu já adquiri meu exemplar com ela e estou louca pra começar a ler!

Se você quiser conhecer mais a autora e o trabalho dela, continue lendo a entrevista. Há muitas informações bacanas sobre o livro dela e seu processo criativo!

Quem é Marcele Cambeses?

MC: Intimamente, estou tentando descobrir na terapia (?) – risos. Nas descrições de matérias e sites, eu sou uma escritora amadora, carioca, de 23 anos, que fez um baita mimimi por 5 anos para concluir a faculdade de Direito. E que ama tanto os gatos e os clássicos ingleses que está apenas a uma solteirice e a algumas décadas de ser a “velha dos gatos”, com convicção.

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