Resenha: Eu te darei o sol, de Jandy Nelson

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Jandy Nelson é uma das minhas autoras favoritas. Fiquei imensamente apaixonada com o seu outro livro, O céu está em todo lugar, e quando soube que outro livro dela seria lançado aqui no Brasil, eu tive um ataque e fiquei contando os dias e pirando. Até mesmo deixei de comer um cheeseburguer monstrão para poder comprar esse livro! E vai por mim: valeu a pena. Totalmente.

Sinopse

Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.

Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.

Contado em perspectivas e tempos diferentes, Eu te darei o sol é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Noah e Jude são inseparáveis. Não apenas são irmãos gêmeos, eles também são os donos do mundo. Noah é um artista nato, mas que faz mais pinturas na sua mente do que no papel, apesar do grande talento que tem, e se considera um esquisito, apenas por não gostar de se enturmar ou não ser cool o bastante para se enturmar; já Jude é aquele tipo de menina, que gosta de surfar, é bonita, atrai a atenção de garotos, e gosta de costurar vestidos flutuantes e fazer esculturas de mulheres de areia. Aos treze anos, Noah e Jude estão em uma fase de descobertas: enquanto Jude começa a descobrir que ser aquele tipo de menina pode não ser exatamente o que ela quer para ela, Noah passa a perceber que tem atração… Por meninos. Mais especificamente, o menino que veio passar as férias em Lost Cove. E, aparentemente, Jude também passa a se interessar por este mesmo menino.

E, como se já não bastasse eles disputarem a atenção do menino novo, os gêmeos também passa a disputar a atenção dos pais e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. E é uma tragédia que separa definitivamente os gêmeos que já estavam com seus laços afetivos abalados.

Três anos depois, Noah e Jude se tornaram duas pessoas completamente diferentes, e não se falam ou se suportam mais. Jude roubou o que Noah mais queria, e Noah aprendeu a lidar com isso da sua própria maneira. E é tanto superar tudo o que aconteceu que Jude conhece Guillermo, um escultor brilhante, mas recluso, e Oscar, um modelo de fala mansa e apaixonada e que sabe se encostar nas coisas, que acabam mudando a vida dela para sempre.

Uma das coisas que mais gosto em Jandy Nelson é a capacidade de ela tornar tudo incrivelmente maravilhoso, dando seu toque especial e deixando tudo mais leve e poético. Você consegue perceber que em seus livros, os personagens, a cidade, até mesmo a história; tudo tem uma característica única, que vai te marcar para sempre. Principalmente os personagens. Amo a leveza e características únicas que ela dá a cada um, e que parecem tão reais que podemos realmente imaginar que essa pessoa existe. Os personagens, em momento algum, não mostram que são perfeitos, muito pelo contrário.

A história é incrivelmente apaixonante, e às vezes detesto dizer que sou suspeita para falar isso, afinal, Jandy Nelson é minha autora favorita. Mas o que mais posso dizer, se a história me encantou completamente? O livro tem passagens divertidas, personagens únicos e incríveis. Você chora, você ri, você reflete, você quer entrar dentro do livro e abraçar todos e flutuar como uma pena de mãos dadas com os personagens. É simplesmente apaixonante demais, e não consigo encontrar palavras para expressar o quanto amei esse livro.

Ainda fiquei enrolando para chegar ao final, procrastinando na cara de pau mesmo, porque eu não queria terminá-lo. Ele é tão doce, tão leve, tão gostoso de ler, que quando li a última frase, tive no mesmo instante aquela sensação horrível de perda, porque terminei, não tem mais, sem Jude, sem Noah, sem Oscar, sem Guillermo, sem faz mais sentido ou Onde está o Ralph?, e até mesmo sem pinturas e passagens da bíblia da vovó Sweetwine (não literalmente uma bíblia religiosa, só para constar). A vontade que tive foi de entrar nesse livro e não sair nunca mais.

Jandy Nelson novamente arrasou com os meus sentimentos! Obrigada por mais essa leitura maravilhosa.

Bio

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