Resenha: O Último Homem do Mundo, de Tais Cortez

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Tive a honra de ser convidada pela autora Tais Cortez para participar do 8º BookTour de O Último Homem do Mundo. Confesso que até então eu não tinha lido nada da autora, mas a sinopse deste livro e do livro Golfinhos e Tubarões, da mesma autora, me chamaram a atenção e fizeram com que eu me interessasse em participar de ambos os BookTours que a autora está realizando este ano.

Sinopse

Amanda é uma garota rebelde e problemática. Filha de Patrícia Oliveira, uma atriz mundialmente famosa, ela se ressente do comportamento da mãe, que trabalha demais e dedica seu pouco tempo livre para namorar. Depois de ser expulsa dos três últimos colégios, Amanda é matriculada contra sua vontade no Educação de Elite, o colégio interno mais renomado do país, onde apenas os filhos da elite nacional estudam. Determinada a conseguir mais uma expulsão, ela é capaz das maiores loucuras, mas seus planos acabam sendo frustrados por suas colegas de quarto, por uma inspetora intrometida e um diretor paciente. Lá ela também conhece Ricardo, o garoto mais popular e mulherengo do colégio. A atração entre eles é imediata, mas isso não impede que se odeiem ferozmente e que façam de tudo para prejudicar um ao outro. No entanto, o destino os forçará a unirem forças por um bem maior, e Amanda perceberá que, às vezes, o último homem do mundo de sua consciência pode ser justamente aquele que seu coração decide escolher.

Amanda Oliveira é aquela típica garota rebelde que adora envergonhar os pais. Na sua última tentativa de rebeldia, quando foi obrigada a entrar para um colégio interno, ela pintou o cabelo, usou uma maquiagem forte e fez a roqueira, apenas para envergonhar a mãe, que ela acredita ser negligente por passar mais tempo com seus namorados do que com ela.

Sua primeira experiência com o colégio interno é um tanto quanto turbulenta: logo nos primeiros minutos ela debocha do diretor, ganha algumas inimigas, e ainda cai na porrada com uma garota que, posteriormente, ela descobre ser filha do diretor e é defendida, na sala do diretor, por duas meninas que ela nunca viu na vida. E, é claro, ela conhece Ricardo. Ricardo é o namorado da garota na qual ela bateu, e apesar de bonito e atraente, ele e a Amanda rapidamente não se dão bem. Afinal, ela é rebelde e violenta, e ele é apenas um playboy mulherengo do colégio interno.

Porém, apesar dos conflitos incessantes com Ricardo e outros alunos do colégio interno e das várias tentativas de ser expulsa, Amanda e Ricardo deixam suas diferenças de lado e se unem por um bem maior.

O Último Homem do Mundo é uma história que mantém um ritmo constante, sendo leve e divertida. A princípio, ela me lembrou de uma história que li há muuuito tempo atrás na Internet (quando as fanfics estavam no auge) e quase imaginei que fosse um remake, mas vi que não e, sinceramente, gostei bastante do resultado. Essa é uma história que me lembra bastante aqueles romances da Malhação, onde os personagens a princípio se odeiam e depois começam a se descobrirem apaixonados uns pelos outros.

Confesso que, antes de começar a ler, dei uma olhada em outras resenhas para ver o que esse livro me aguardava, e em uma delas falava sobre o fato de a autora ter colocado religião no meio da história — e fiquei preocupada. Particularmente não gosto de histórias que entram com força no assunto religião, que parece que estão tentando converter o leitor para aquela religião ou fazem uma mudança radical na personalidade do personagem quando ele descobre fascinado ou iluminado pela religião X. Mas, felizmente, não foi o caso desse livro. O Último Homem do Mundo fala, sim, ligeiramente sobre evangelização, sobre cristãos e tudo mais, mas é uma abordagem simples e rápida, e que até se encaixou de um modo muito natural e tranquilamente na história. Foi um dos pontos que mais gostei e que a autora soube trabalhar bem: abordar sobre algo que (possivelmente) faz parte da sua vida pessoal ou de suas crenças de modo simples, sem querer fazer com que o leitor engula isso.

Eu também gostei do modo como a história se desenvolveu, como os conflitos entre Amanda e Ricardo estavam bem amarrados desde o início, e principalmente achei bem interessante o modo como nasceu o relacionamento “de verdade” entre eles e como se desenvolveu a partir daí. Tive a sensação de que era um relacionamento real, do tipo que pode mesmo existir nos dias atuais e nada muito fora da realidade como em alguns romances que encontramos por aí.

A história foi bem desenvolvida e narrada, deixando apenas um final com sensação de “não ser um final”, porque você termina aquela página, vira para a próxima e vê que não tem mais nada — o típico “quero mais, mas não tem mais!”. A única falha que posso apontar de verdade, mas não sobre a história, e sim sobre o editorial (como comento em quase todos os livros) é que encontrei alguns errinhos que certamente passaram despercebidos na revisão, tudo que realmente passa batido geralmente por quem já leu várias vezes ou até mesmo por um revisor, mas que alguém que lê com mais atenção ou não é familiarizado com a história acaba pegando.

E aí, o que achou?

Boa leitura para você!

Bio Gabs

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Um comentário sobre “Resenha: O Último Homem do Mundo, de Tais Cortez

  1. Oii, Gabriella! Obrigada pela ótima resenha! Fico feliz q tenha se interessado em conhecer meus 2 bbs, e mais ainda por ver q gostou da leitura! Adorei seus comentários sobre o desenvolvimento do romance passar a impressão de ser algo real, e tb de saber q um dos pontos q mais gostou foi o fato de eu abordar algo q faz parte da minha vida/crença sem forçar isso ao leitor ;)
    Q venha agora Golfinhos e Tubarões rss
    Bjss e sucesso ao blog!

    Curtir

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