Lidando com a rejeição: ela não é o fim do mundo

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Não. Não, você não pode pagar meia entrada se não é estudante. Não, você não pode passar a mão naquele cachorro. Não, você não pode comer doce antes do almoço. Não, você não vai ter dinheiro para passar as férias da Disney. Não, você não tem dinheiro nem pra comprar uma goiaba e nem para pagar a passagem do buzão. Não, não, não.

Escutamos uma série de “nãos” durante a nossa vida inteira. Para coisas que queremos fazer, para coisas que queremos pedir, para chamar aquela pessoa especial para sair. Pensamos que estamos acostumados com a rejeição; que escutamos tantos “nãos” que parece impossível não saber lidar com isso. Mas tem gente que, por mais que pense assim, sempre dá cinco tipos de ataque, sete ADPs e tem crise de identidade quando recebe o primeiro “não” de uma editora.

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Resenha: Cem Escovadas Antes de Ir Para a Cama, de Melissa Panarello

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Por muito tempo ouvi falar sobre esse livrinho em que a autora relatava suas próprias experiências sexuais na adolescência, e que havia até mesmo acontecido uma polêmica sobre isso, incluindo até o fato de ser mentira, que ela contava isso apenas por ibope ou coisa do tipo. De qualquer forma, o tanto que me falaram desse livro fizeram com que eu me interessasse. Tentei ler pela internet (porém, pdf não é meu favorito), tentei comprar, mas nunca conseguia. Ironicamente, encontrei-o em um sebo do lado do meu novo apartamento por um valor simbólico de dez reais. Levei? Levei. Claro. E aqui estou eu pra essa resenha.

Sinopse

No inverno europeu de 2002, longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana Melissa Panarello começou a escrever um diário em que relatava, sem pudores e meias palavras, as precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos. A história de Melissa começa quando ela perde a virgindade aos 15 anos de idade. A descoberta de um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento através do sexo. É esse o ponto de partida para um relato que mistura de forma provocadora ficção e realidade, num vasto e surpreendente rito de iniciação sexual. Durante dois anos a protagonista do livro experimenta as mais diferentes práticas sexuais, como se desejasse, através delas, transcender o corpo. Sexo grupal com desconhecidos, orgias regadas a drogas, sadomasoquismo, homossexualismo: nada detém sua curiosidade, mas seu prazer é tingido de repulsa e insegurança. Em sua busca desenfreada, Melissa acaba caindo em um túnel escuro de humilhação e dor, onde se arrisca a perder para sempre aquilo que tem de mais precioso: ela mesma. Antes de dormir, Melissa escova cem vezes os longos cabelos, num ritual de purificação quase infantil que constitui, para o leitor, o único lembrete de que se trata, afinal, de uma menina. Um dos motivos que transformaram Cem Escovadas Antes de Ir para a Cama em sensação literária foi a tênue fronteira entre autora e personagem. Além de compartilhar com sua protagonista o nome, Melissa, a jovem autora afirma ter vivido todas as experiências narradas, trocando apenas nomes e datas. Características que fazem de seu relato uma visão da adolescência em um país onde o sexo ainda é cercado de tabus, e um retrato revelador da sexualidade neste começo do século 21.

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Escreve que passa: meu futuro não-amoroso e meu suposto egoísmo

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Quando você for mais velha, você vai mudar de ideia.

É o que sempre me dizem quando falo que não quero (ou não pretendo) casar e tampouco ter filhos. Tenho falado isso pela minha vida inteira e ainda assim tem gente que insiste em dizer que tudo vai ser diferente quando eu “crescer”. Aos dezesseis, falei isso pra alguém que rapidamente me cortou: — Quantos anos você tem mesmo?

Dezesseis.

Aos vinte anos, você vai estar casada há três anos e com dois filhos.

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Resenha: Garota de Domingo, de Letícia Black

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Eu sempre quis ler algo da Letícia Black. Sabia que ela era publicada pela Novo Século, e que também fazia sucesso postando suas histórias na internet. Então, nada melhor do que conhecer a autora e suas histórias através de um de seus livros já publicados.

Sinopse

O que você faria se descobrisse que o amor da sua vida tem relacionamentos escondidos? Essa é a história de Pam, uma garota apaixonada, que descobre que Davi, seu eterno romance, namora uma garota diferente para cada dia da semana. Ao mexer na sua agenda, ela encontra-se anotada em domingo, com a observação “uma garota que seja para sempre” e resolve mostrar a ele que ela poderia ser todas aquelas garotas numa só. Com isso, uma grande aventura doce e cheia de conflitos se segue, até que Pam descobre os verdadeiros motivos pelos quais Davi mantinha aquela peculiar rotina.

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Poetizando o que deveria ser simples

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“Mas que belas indumentárias podálicas tu usas! Estarias disposta ao ato do coito?”

Corta pra mim! Você entendeu isso? Sim? Não? Porque eu, de primeira, não entendi. Só depois que isso é apenas uma poetização da famosa cantada “Bonito sapato! Quer transar?”. Aí eu te pergunto: qual a necessidade disso?

Brincadeiras à parte, mas nesse post eu quero falar sobre algo que tenho visto com muita frequência e que tem deixado eu e a vários leitores confusos, zonzos e vesgos: o floreio, a poetização e a “aureliolização” do que deveria ser, nada mais, nada menos, do que simples.

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Na sua história, você pode tudo: sobre a cagação de regra na literatura

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Se tem uma coisa que me deixa louca é cagação de regra. Cagação de regra no que eu quero fazer da minha vida, cagação de regra sobre o que eu visto ou deixo de vestir, cagação de regra sobre o que faço ou não com meu útero, cagação de regra sobre o que eu faço ou deixo de fazer entre quatro paredes com alguém, cagação de regra no que eu escrevo…

Cagação de regra em si é algo insuportável de se aturar e muitas vezes quem vem se bancar o fiscal da minha vida eu mando dar uma voltinha com uma passagem só de ida para a Puta que Pariu com direito a visita ao ponto turístico com entrada para a Merda.

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