Escreve que passa: ritual de ano novo, pular onda e coisa e tal

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Em todos os dias de ano novo, eu costumo ir à praia com meus pais e mais alguns colegas da família. Todos vestidos de branco, vamos para lá faltando alguns minutos para a meia-noite. Bebemos champanhe e, quando dá a hora, assistimos aos fogos até o fim, abraçamos e desejamos um bom novo ano, pulamos ondas, bebemos e vamos para casa contar piadas e histórias até o primeiro resolver dar um tchau e boa noite. Quando chove — o que acontece quase todo ano, religiosamente —, aproveitamos a chuva e rimos da nossa “falta de sorte”. Eu mando mensagem para os amigos, desejando-lhes coisas boas para este ano que está chegando.

Nesta virada, eu fiz diferente. Comecei não usando uma roupa inteiramente branca e com dourado — como meu típico vestido —, e sim, usando mais preto do que branco. Fomos à praia, mas não bebi champanhe, nem cerveja, nem refrigerante; também não pulei ondas para tentar a sorte de que algum pedido meu se realize, e quando choveu, usei guarda-chuva. Peguei asco de chuva. Peguei um temporal no final de semana que está me fazendo tossir meus pulmões. Assisti aos fogos por poucos instantes, mais procurando gente conhecida perto de mim na praia do que interessada nos fogos — afinal, é sempre a mesma coisa: estoura aqui, ali, cores e tudo mais; dessa vez falaram, de brincadeira, que ia ter a cara da Dilma nos fogos, o ano de aniversário da cidade e no fim não teve bosta alguma de diferente. Também não mandei mensagem para os meus amigos, mas não porque eu estava brava com eles ou porque era rebelde, mas sim, porque perdi o carregador do meu celular, o que não é nenhuma novidade.

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Resenha: Desafio, de C. J. Redwine

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Alguns livros ganham a gente de alguma forma antes de lermos ele até o fim e nos apaixonarmos pela história; alguns pela capa, outros pelo nome, outros pela sinopse e até mesmo pelo autor. Esse livro me ganhou pela capa: a linda moça ruiva, com uma expressão determinada, e a paleta de cores que esta capa traz simplesmente me deixou encantada. Apenas depois que esse livro foi me ganhar pelo restante do que ele tinha para me oferecer.

Sinopse

No interior das muralhas de Baalboden, à sombra do brutal Comandante da cidade, Rachel Adams guarda um segredo. Enquanto as outras garotas fazem vestidos e obedecem a seus Protetores, Rachel é capaz de sobreviver nas florestas e de manejar uma espada com destreza. Quando seu pai, Jared, é declarado morto em uma missão, o Comandante designa para Rachel um novo Protetor: Logan, o aprendiz de seu pai, o mesmo rapaz a quem Rachel declarou o seu amor há dois anos, e o mesmo que a rejeitou. Com nada além da forte convicção de que seu pai está vivo, Rachel decide fugir e encontrá-lo por conta própria. Mas uma traição contra o Comandante tem um preço alto, e o destino que a aguarda nas Terras Ermas pode destruí-la.

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Personagens inspirados em pessoas que você conhece: talvez não seja uma boa ideia

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Muitas vezes eu vi autores dizendo que X personagem foi inspirado em alguém que ele conhece: sua amiga, seu amigo, sua mãe, seu irmão, sua ex-namorada — geralmente é aquela que morre na história da maneira mais bruta possível —, e afins. Alguns acham isso o máximo, de criar um personagem totalmente baseado em alguém que você conhece; considera isso como uma homenagem para a pessoa. Mas, ao mesmo tempo em que vejo autores dizendo que isso serve de homenagem, também vejo alguns autores ou até mesmo as pessoas que serviram de fonte de inspiração se sentindo ofendidas.

Eu, particularmente, não sou adepta dessa prática. Tento ao máximo criar meus personagens sem me inspirar em ninguém de verdade — talvez em um ponto ou outro da personalidade ou atitude, mas nunca em pegar tudo da pessoa que conheço, muitas vezes contando até mesmo com a característica.

O problema de você escrever um personagem totalmente inspirado em alguém que você conhece, é, de maneira óbvia, você fazer isso errado.

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