Resenha: O Projeto Rosie, de Graeme Simsion

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Comprei esse livro na promoção louca da Saraiva de 50% tudo (inclusive minha alma pro diabo) e confesso que nem li a sinopse antes de colocar ele no carrinho ou depois. Eu lembro que escolhi ele porque pedi indicações de livros ou filmes mela cueca para assistir ou ler (sabe, em um desses dias em que você quer ficar em casa chorando pelo romance de tirar o fôlego que nunca teve e tomar sorvete) e alguém me indicou esse livro. E, como eu queria fechar uma quantia tal para a compra, lembrei da indicação e resolvi levar ele.

Sinopse

Don Tillman, 39 anos, musculoso e tão bonito quanto Gregory Peck, é professor de genética e nunca teve uma namorada. Em seu estrito cronograma de atividades, todas as tarefas são calculadas para garantir o menor desperdício de tempo. Nada de imprevistos ou de surpresas; diretrizes para que Don não precise recorrer às suas baixíssimas habilidades sociais. Mas, na busca pela esposa perfeita, ele vai precisar de muito mais que a ajuda do questionário que desenvolveu para selecionar candidatas. E, quando Rosie Jarman entra em seu escritório – um exemplar totalmente inadequado ao seu perfil -, o imprevisto, o impulso e a emoção passam a ser as novas regras.

A leitura de O Projeto Rosie foi lenta. A história se arrastava, Don era chato no começo do livro e eu até mesmo pensei em deixá-lo de lado por um bom tempo. Mas me forcei a terminá-lo. Da última vez que abandonei a leitura de um livro para aprender a lidar com ele depois eu praticamente o abandonei mesmo até vendê-lo (no caso, era Lolita, do Nabokov).

O que mais me irritou em Don Tillman foi que ele no início era muito chato com a questão do tempo. Mas depois compreendi que, na verdade, ele tinha uma síndrome que justificava seu comportamento, tanto nas sua falta de habilidades sociais quanto em querer não desperdiçar o tempo. Porém, o que me irritou mais foram as exigências de Don na hora de procurar uma esposa, afinal, ele inicia o Projeto Esposa, na qual ele realiza um questionário gigante, repleto de exigências de como a mulher ideal para ele deve ou não ser. Em dado momento eu me apaixono pela sua empregada de saia curta, Eva, que pega o questionário e responde com “Ninguém é perfeito, Don”. Sério, eu amei ela.

Após certo ponto do livro, a história em si acabou se tornando interessante. Don conhece Rosie através do Projeto Esposa (acredita ele), que a princípio ela foi indicada por Gene, o melhor amigo de Don. Inclusive, Gene é um personagem que, apesar de ser um pouco engraçado, ele é muito machista e já criei um asco por ele. Então, após o primeiro encontro de Don e Rosie, eles combinam criar o Projeto Pai, onde Don e Rosie vão atrás de amostras de DNA para descobrir quem é o pai de Rosie, no qual engravidou sua mãe na noite de formatura por ter “ótimos genes” ou coisa parecida.

O desenrolar dessa história ficou bom. Don melhorou, consideravelmente, porque como ele é uma pessoa cheia de detalhes, tiques e exigências e o livro é todo narrado na sua visão, em certos pontos ficava chato e a leitura se arrastava. Mas com o desenrolar, a narrativa melhorou e a história também ficou ainda mais interessante. Acabou se tornando uma história muito bonita ao invés daquela história chata e com pouco sentido como era no início, pois passamos por conhecer mais sobre Don e Rosie, principalmente sobre a vida dos dois e que justifica ambos os comportamentos. E também, gostei muito, muito mesmo do final.

E aí? Gostou? Já leu? Qual a sua opinião?

Boa leitura para você!

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