Resenha: Firelight, de Sophie Jordan

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Sou uma pessoa que adora uma boa promoção de livros. Eu tento me controlar, principalmente quando estou perto de ficar no negativo, mas às vezes sou capaz de pedir um dinheirinho emprestado para os amigos falando que é “para alimentar as lombrigas”. Só que, no meu caso, as lombrigas são literárias.

Comprei Firelight, de Sophie Jordan, a R$10,00 em uma livraria (isso mesmo: uma livraria, não um sebo). Eu lembro que passei um bom tempo interessada nesse livro e até procurando ele em outras livrarias locais, mas nunca encontrava; lembro também que tinha gostado da premissa que envolve dragões e tudo mais, diferente de tudo o que estava na moda na época… E acredito que tenha sido por isso que ele não fez o sucesso esperado.

Sinopse

A jovem Jacinda é especial. Além de pertencer a uma espécie descendente de dragões cuja maior habilidade é poder alternar entre a forma humana e a animal – os draki -, ela é uma das únicas de seu clã que consegue cuspir fogo. Quando uma atitude rebelde ameaça a existência dos outros membros de sua comunidade, ela e sua família têm que fugir e viver disfarçadas entre os humanos.
Na nova escola, Jacinda precisará esconder seu segredo de todos e aprender a controlar seu espírito draki, que teima em se manifestar logo na presença do belo e charmoso Will, um caçador de dragões. Os dois se apaixonam e irão fazer de tudo para que os muitos segredos e diferenças que os separam não os impeçam de viver esse amor.

Eu li Firelight inteiro em seis horas, enquanto eu esperava para ser atendida no Hospital Universitário. Achei a narrativa corrida e ao mesmo tempo cansativa no início, o que não instigou muito a leitura e me deixou pensando se eu não fiz um mal investimento de dez reais nesse livro (quando poderia comprar, sei lá, um sorvete). Porém, conforme a história acontecia, a leitura foi melhorando e ficando agradável. Logo, eu estava devorando as páginas e rezando para que o médico de plantão não me chamasse no meio da leitura (realmente, não chamou. Finalizei o livro seis horas depois e não fui atendida).

Jacinda (um nome que me deixou bem brochada, apesar de ser diferente e eu adorar nomes diferentes) é uma draki. Isto é, uma criatura mítica, que pode ter tanto a forma de dragão quanto a forma de um ser humano. Naturalmente, sua forma principal é a de dragão e eles usam a forma humana para se camuflarem na sociedade e não levantarem suspeitas. Porém, Jacinda, além de ser uma draki, ela tem um talento incomum entre os drakis do seu clã: ela cospe fogo, algo que não é visto entre eles há séculos, o que a torna o centro da atenção do seu clã, além de objeto de possessão de Cassian, o príncipe do clã.

Mas, justamente por ela ter esse dom, o clã reserva um futuro para ela, tão assustador, que sua mãe se vê obrigada a fugir do clã, levando Jacinda e sua irmã gêmea, Tamra, para uma cidade a alguns quilômetros de Vegas. A intenção da mãe de Jacinda é fazer com que o draki interior da filha morra, para que ela não corra mais perigo de ser levada de volta para o clã e sofrer as consequências. Mas Jacinda se nega a permitir que seu draki morra; ele é parte dela, pedaço de sua alma, e se revolta ao ver que a mãe não se importa com ela o suficiente a ponto de não se importar em matar uma parte dela contra seu desejo.

A história tem um shipp muito bonito e que te conquista rápido, que envolve a protagonista e outro personagem que aparece no início do livro e que, de certa forma, salva a vida dela. Os dois pertencem a “mundo” opostos, sendo Jacinda uma draki e Will um caçador de dragões. A leitura flui rapidamente, a narrativa é envolvente e logo você se sente familiarizada com a história e até mesmo consegue sentir a mágoa de Jacinda por estar enfrentando tudo aquilo contragosto; e que a única pessoa na qual ela deveria ficar afastada, é aquela que mantém seu draki interior vivo.

Acho que a premissa poderia ser melhor aproveitada. A autora dispõe de um universo que ela criou, intenso e repleto de coisas que ela poderia aproveitar, mas ela permaneceu focada nos sentimentos da protagonista, tanto os sentimentos de mágoa contra as atitudes da mãe, quanto os sentimentos bons que ela tinha a respeito do personagem Will. Eu espero que o universo Draki seja bem mais aproveitado no segundo volume.

A propósito, o segundo volume não foi lançado no Brasil. Assim eu imagino, porque não encontrei em lugar nenhum e nem no próprio site da editora. AGIR, PFVR, TRAGA VANISH (poder O2) PARA CÁ QUE EU QUERO LER!!!! Não quero viver de PDF, por favor, não me obrigue porque não sou dessas.

E bom, é claro, como sempre, vou falar do editorial: sobre a capa, achei espetacular a textura na região ao redor do olho da modelo. Ficou lindo e eu não me canso de passar a mão. Gostei bastante da capa, mas acho que a contracapa poderia ser melhor. A diagramação está mais ou menos; a fonte é incômoda e confesso que me arrastei para ler no começo por causa da fonte. E, é claro, como sempre, encontrei erros de revisão e tradução, como por exemplo, a falta de travessões onde era necessário e coisas nessa linha. Normal de se acontecer, vejo isso em quase todos os livros, mas como eu sou cheia dos detalhes, é claro que fiquei incomodada. Muito incomodada. Mas ok.

Essa é a resenha de hoje! E aí, gostaram?

Não deixem de comentar!

Boa leitura para vocês!

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