Resenha: Te Amo, Te Odeio, Sinto Tua Falta, de Elizabeth Scott

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Tá aí outro livro da Editora Underworld que eu queria ler: Te Amo, Te Odeio, Sinto Tua Falta. Eu havia me encantado com a capa e a sinopse, para mim, era muito interessante. Particularmente eu gosto de histórias assim, de pessoas escrevendo cartas para aqueles que já morreram (isso não é spoiler, está na sinopse, então não me apedrejem!), e por mais que hoje essa seja uma temática batida, eu gosto muito de ver isso em livros.

Sinopse:

Já se passaram 75 dias. Amy está cansada do interesse súbito que seus pais tomaram nela. E ela está realmente cansada das pessoas perguntando por Julia. Julia se foi, e ela não quer falar sobre isso. Eles não entenderiam, de qualquer maneira. Eles não entenderiam como é ter sua melhor amiga arrancada de você. Eles não entenderiam como é saber que foi sua culpa. O terapeuta de Amy acha que ajudaria se ela escrevesse um diário. Ao invés disso, Amy começa a escrever cartas para Julia. Mas à medida que escreve as cartas, ela começa a perceber que o passado não foi tao perfeito como ela pensava – e que o presente merece uma chance também.

De certa forma, Te Amo, Te Odeio, Sinto Tua Falta é um sick lit. A história é contada no ponto de vista de Amy, uma garota que 1) nem sempre teve toda a atenção dos pais, 2) perdeu sua melhor amiga em um acidente e se culpa por isso e 3) depois do acidente, ela foi considerada alcoólatra e foi levada para um centro de recuperação chamado Pinewood (ou assim eu entendi). E, é claro, 4) ela odeia sua terapeuta, Laurie.

Durante a história inteira, descobrimos a cada capítulo um pedaço a mais da história de Julia e Amy, as duas melhores amigas inseparáveis. Amy fica remoendo o acidente o qual Julia morreu, achando que foi sua culpa, enquanto também anseia por uma bebida. Presenciamos altos e baixos da personagem, momentos em que ela se odeia e momentos em que ela simplesmente finge que ela mesma não existe; são definições perfeitas de vários estágios do luto, do modo como a personagem lida com isso. O tempo todo ela deseja uma bebida, mas sabe que não pode ter, caso contrário, será enviada para a reabilitação novamente. E, enquanto ela não consegue ter a bebida, ela escreve para Julia.

Suas cartas são sempre muito sentimentais (em casos bons ou ruins), sempre relatando algo que aconteceu entre as duas; seja uma festa, uma brincadeira, uma atitude de Julia. Julia, mesmo sem estar fisicamente presente no livro, é nos apresentada como uma personagem forte e admirável, daquelas que não tem papas na língua e tem muita atitude. A saudade de Amy por Julia é latente e está presente durante cada página.

Mas o tempo passa, e novas pessoas passam a fazer parte do cotidiano de Amy. Ela está sofrendo mudanças, algumas suaves, e outras não: os seus pais começaram a desenvolver um intenso interesse por ela, coisa que ela não estava acostumada, já que sempre se sentira o apêndice do relacionamento dos dois; pessoas da escola com quem ela não conversava, de repente, começaram a interagir com ela, inclusive uma menina de um grupinho que ela e Julia desprezavam; e o garoto com quem ela havia quase transado se aproxima dela novamente, embora quase sempre ele nunca olhe diretamente para ela ou converse diretamente com ela.

Mesmo fazendo mais de setenta dias que Julia havia falecido, Amy ainda não se sente pronta para aquela atenção, ela não se sente pronta para aceitar novas amizades e se despedir de Julia. Mas o avanço dela em relação a isso durante o livro é incrível. Ela lentamente vai percebendo detalhes cruciais do seu relacionamento do Julia e começa a entender que, por incrível que pareça, Julia não morreu por causa dela. Que não foi sua culpa. Uma série de motivos levam Amy a aceitar que Julia faleceu, a se despedir dela e abrir seu coração para outras pessoas.

Eu adoro esse tipo de literatura, que mostra o avanço de alguém em relação a um sofrimento muito grande, que nos apresenta uma tristeza tão grande, mas que pode ser superada. Adoro uma boa história de superação ou simplesmente aceitação, pois há coisas que simplesmente não conseguimos superar, apenas nos conformarmos com isso e aceitarmos que aconteceu. Há coisas que simplesmente não conseguimos lidar e precisamos ignorar para que a dor seja menor. O livro está cheio de frases e trechos que nos fazem pensar sobre isso. Sobre as escolhas que fazemos e como certas escolhas podem ter consequências, tanto em você, quanto nas pessoas ao seu redor.

Eu achei o livro muito bom e, sinceramente, não esperava menos do que isso. Mas, como de se esperar da Editora Underworld, eu encontrei alguns errinhos, tanto de revisão, quanto de diagramação. Palavras hifenizadas em pontos errados, erros de tradução e revisão, troca de nomes. Em certos momentos os trechos tinham tantos erros que ficavam confusos de entender, não se sabia se estava falando de uma personagem ou de outra e por aí vai. O editorial é bonito, mas precisa de uma boa revisada e capricho. Fiquei bem decepcionada com o descuido.

E aí, gostou da resenha? Não deixe de comentar!

Boa leitura para você!

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