Dicas contra o Bloqueio Criativo #2: Desafio 15 dias de escrita

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Como já comentei antes no primeiro post de bloqueio criativo, eu sou uma pessoa que tem um problema sério com bloqueios quando eles esbarram em mim depois de voltarem da sua comprinha básica de cigarros. Por causa disso, eu sempre acabo buscando novas dicas para brigar com o bloqueio criativo e ganhar na briga. Esses dias, acabei encontrando esse desafio no Google: o desafio de 15 dias de escrita.

O desafio consiste em 15 temas nos quais você deve escrever nesse período de quinze dias para sair do bloqueio criativo. A melhor parte desse desafio é que você pode interpretá-lo da maneira como preferir, escrevendo um capítulo de uma história que nunca escreveu, um conto, crônicas, como quiser. São temas simples e até mesmo divertidos de se escrever. Vamos começar?

Desafio 15 Dias de Escrita

Dia 1: Escreva uma autobiografia.

Dia 2: Crie um personagem e descreva-o.

Dia 3: Escreva uma história de terror.

Dia 4: Abra a página 50 de um livro e escreva sobre ela.

Dia 5: Escreva sobre um lugar que queira conhecer.

Dia 6: Escreva uma fanfic.

Dia 7: Escreva um romance.

Dia 8: Escolha uma foto aleatória e escreva sobre ela.

Dia 9: Escreva uma carta.

Dia 10: Escreva sobre um sonho que teve.

Dia 11: Escreva sobre um lugar conhecido.

Dia 12: Escreva uma crônica.

Dia 13: Escreva sobre algo aleatório.

Dia 14: Reescreva o final de uma estória famosa.

Dia 15: Escreva sobre o que quiser.

E aí, gostou? Não deixe de compartilhar e comentar! Diz aí se deu certo! ;)

Boa escrita para você!

Bio Gabs


Fonte: Welcome TT Jungle.

Resenha: Firelight, de Sophie Jordan

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Sou uma pessoa que adora uma boa promoção de livros. Eu tento me controlar, principalmente quando estou perto de ficar no negativo, mas às vezes sou capaz de pedir um dinheirinho emprestado para os amigos falando que é “para alimentar as lombrigas”. Só que, no meu caso, as lombrigas são literárias.

Comprei Firelight, de Sophie Jordan, a R$10,00 em uma livraria (isso mesmo: uma livraria, não um sebo). Eu lembro que passei um bom tempo interessada nesse livro e até procurando ele em outras livrarias locais, mas nunca encontrava; lembro também que tinha gostado da premissa que envolve dragões e tudo mais, diferente de tudo o que estava na moda na época… E acredito que tenha sido por isso que ele não fez o sucesso esperado.

Sinopse

A jovem Jacinda é especial. Além de pertencer a uma espécie descendente de dragões cuja maior habilidade é poder alternar entre a forma humana e a animal – os draki -, ela é uma das únicas de seu clã que consegue cuspir fogo. Quando uma atitude rebelde ameaça a existência dos outros membros de sua comunidade, ela e sua família têm que fugir e viver disfarçadas entre os humanos.
Na nova escola, Jacinda precisará esconder seu segredo de todos e aprender a controlar seu espírito draki, que teima em se manifestar logo na presença do belo e charmoso Will, um caçador de dragões. Os dois se apaixonam e irão fazer de tudo para que os muitos segredos e diferenças que os separam não os impeçam de viver esse amor.

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Quadro do Autor Nacional: “Até certo ponto”, crônica de Mirella Brizzi

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Até certo ponto

O dia começou como qualquer outro, todas as preocupações na cabeça e quase um temor pelo fim da semana. Coloquei a música no último volume, para esquecer do mundo. Meu ônibus chegou, entrei como qualquer outro. Resolvi ficar no fundo, coisa que nunca faço, pois, como qualquer outra coisa na minha vida, prefiro ficar na porta – insegurança. Foi quando eu o vi, sentado no canto, misterioso.

Parei perto, quase como se fosse, magneticamente, puxada. Cabelos castanhos escuros, bagunçados pro lado. Barba quase que rala emoldurando seu rosto rígido. Sobretudo preto, aumentando o ar de mistério de sua feição. Branco, quase pálido e com um olhar capaz de fazer você morrer de amor pelo menos trinta e nove vezes, em apenas uma hora. Aquele tipinho de vampiro de ficção romântica, que encanta qualquer menina de dezesseis anos, e mesmo que já não tenha mais tal idade, aquele olhar te fará voltar a ter.

Mas, o que mais me chamou a atenção foi que ele tinha um livro nas mãos. Homem misterioso algum deveria ser permitido ler livros em público. Não basta ter um olhar que te devora, ainda usa de um livro na mão. Golpe baixo pra imaginação de qualquer mulher. Cheguei mais perto, ele me olhou, provavelmente, por causa do meu sobretudo rosa. Nossos olhares se cruzaram, por meio segundo. E nesse meio segundo, me apaixonei perdidamente. Vagou um lugar atrás dele, tive que resolver rapidamente se iria ou não. E fui. Acabou sendo melhor, dali conseguiria observá-lo sem ter que desviar o olhar quando preciso.

Então, tinha a visão de seu cabelo, sua orelha e seu livro. E o mais importante, o jeito que o manuseava. Ele lia, e arrumava as sobrancelhas; esfregava os dedos antes de trocar de pagina, como se estivessem coçando de ansiedade para as próximas palavras; acariciava o livro após virar a pagina, e eu desejei ser aquele livro. Me dei conta de que apertava e acariciava meu celular também. Ele se movia como uma sinfonia. Me lembrei que ainda ouvia musica; “I can’t believe  how you looked at me with your James Dean glossy eyes…”.

Percebi o que ele me lembrava, mas essa lembrança nunca seguraria um livro, se não fosse com mais dois para jogar pro alto. Resolvi não colocar cargas passadas nessa nova paixão de olhos cativantes, quase demoníacos, hipnotizantes. Pensei na possibilidade de amanhã encontrá-lo de novo, mas mudei de pensamento. Prefiro paixões avassaladoras de duas horas no máximo, não sei lidar com paixões de tirar o fôlego.

Resolvi que queria ser notada, achei loucura no princípio, mas consegui me convencer rápido. Levantei, mesmo faltando muito para minha parada. Me pus na sua frente. Comecei a observar a rua que tanto amo, e depois de tanto lutar contra meu olhar, me permiti passá-lo sobre ele, que olhava com uma certa curiosidade pra mim. Pronto, amor correspondido. Me sentia completa. Ele fechou seu livro, levantou e desceu do ônibus. E foi quando nossa paixão acabou. Pensei pela última vez em seu livro quase terminado.

Existe algo mais delicioso do que um livro e seu último capítulo?! Posso afirmar que sim, existe o garoto do livro. “… eu adoro um amor inventado.”

Sobre a autora

Mãe, estilista, escritora para desabafos e sonhadora em tempo integral. Mirella Brizzi começou a escrever por conta do término de seu primeiro relacionamento e, desde então, tem sua vida contada o tempo todo, por ela mesma, em sua cabeça. Desde 2009, escreve o blog Mundo de Mika, onde diz ser seu “coração em palavras”. Acredita ser o amor a coisa mais importante dos quatro ventos. Viciada em Elvis Presley e vestidos, nasceu, claramente, na década errada.

Editora Tradicional vs. Editora por Demanda: como encontrar um contrato justo

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Uma coisa é certa: nove entre dez autores querem publicar seu livro por uma editora tradicional. O autor quer ser pago para escrever e publicar, ao invés de pagar para publicar. E, tendo isso em vista, as editoras recebem diariamente milhares de e-mails sobre “obras inovadoras e inteligentes e que provavelmente serão um sucesso”. Infelizmente, as editoras tradicionais não são casas de caridade e não podem publicar tudo o que aparece para elas. Os editores-chefes sempre estarão buscando livros de qualidade comercial, que possam vender bastante para cobrir os gastos com a publicação e que estão “na onda literária”. Porém, nem todos os autores escrevem obras “vendíveis” ou comerciais e muito menos o que está na onda, ou geralmente os livros tem uma baixíssima qualidade, o que faz com que as editoras tradicionais descartem completamente logo de cara uma série de originais, às vezes até mesmo sem parar para analisá-los.

A pouca (se não quase inexistente) valorização do autor brasileiro pelas editoras tradicionais abriu espaço para que as editoras por demanda pudessem criar seu espaço fixo no mercado, abrindo portas para novos autores cheios de sonhos e expectativas a respeito do seu livro a ser publicado. Mas é claro que as editoras por demanda, geralmente, têm um porém: ou elas cobram pelos serviços, ou elas pedem para você comprar parte da tiragem ou elas publicam apenas online.

A ideia de pagar para publicar ainda não é exatamente bem vista pelos autores de hoje. Os leitores e outros autores acreditam que, se o autor Fulano pagou para publicar o livro dele, é porque a qualidade do livro é tão ruim, mas tão ruim, que ele teve que contratar alguma editora para editar e publicar o livro dele, porque nenhuma editora quis pagar ele para publicar o seu livro. A história não é bem assim. Há livros ruins? Existem! E alguns até as próprias editoras tradicionais publicam. Mas ainda assim, existem livros excepcionalmente bons que, ou estão publicados de maneira independente, ou estão soterrados em uma pilha de novos originais que provavelmente serão descartados.

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Contratando um serviço editorial longe de arrependimentos

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Para quem está dentro do mundo editorial e publicando de maneira independente, é natural que em algum momento do processo escrever-editar-publicar você acabará esbarrando na necessidade e contratar um profissional para realizar tal trabalho para o seu livro; seja capa, diagramação, revisão ou até mesmo assessoria de marketing, em algum momento você precisará de alguma dessas pessoas. Ao menos, é claro, que você tenha um profundo conhecimento em todas as áreas do setor editorial (que é o que a maioria acaba procurando).

Contratar um serviço editorial, quando se acaba precisando dele, pode ser uma experiência ou maravilhosamente boa ou extremamente ruim. Mas não é porque os freelancers ou as editoras que fazem os serviços não prestam e são mercenárias, cobrando tão caro e entregando um trabalho porco. Na verdade, é você quem não soube procurar por um bom profissional que atenda aos prazos, dê sugestões sinceras e que podem ser muito necessárias para o seu livro e que cobrem um preço razoavelmente justo.

Um serviço editorial é caro. Às vezes custa mais que um salário mínimo, e às vezes esse valor pode ficar mais tranquilo de se pagar se o profissional puder parcelar para você, seja no sistema do depósito ou usando sites que fazem a intermediação de pagamentos como BCash e Pagseguro. Aqueles que geralmente cobram barato geralmente não são confiáveis e fazem parte da grande equipe que originou a frase que o barato sai caro depois. Então a primeira coisa que e te pergunto é: você quer um trabalho barato ou quer um trabalho de qualidade profissional?

Se você está buscando um trabalho profissional, que não te dará dores de cabeça, e que tenha um ótimo pós-venda e entrega de serviço, você está no post certo. Aqui, eu irei te ajudar a encontrar um bom profissional, seguindo os pontos que vou lhe mostrar logo a seguir.

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Resenha: Te Amo, Te Odeio, Sinto Tua Falta, de Elizabeth Scott

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Tá aí outro livro da Editora Underworld que eu queria ler: Te Amo, Te Odeio, Sinto Tua Falta. Eu havia me encantado com a capa e a sinopse, para mim, era muito interessante. Particularmente eu gosto de histórias assim, de pessoas escrevendo cartas para aqueles que já morreram (isso não é spoiler, está na sinopse, então não me apedrejem!), e por mais que hoje essa seja uma temática batida, eu gosto muito de ver isso em livros.

Sinopse:

Já se passaram 75 dias. Amy está cansada do interesse súbito que seus pais tomaram nela. E ela está realmente cansada das pessoas perguntando por Julia. Julia se foi, e ela não quer falar sobre isso. Eles não entenderiam, de qualquer maneira. Eles não entenderiam como é ter sua melhor amiga arrancada de você. Eles não entenderiam como é saber que foi sua culpa. O terapeuta de Amy acha que ajudaria se ela escrevesse um diário. Ao invés disso, Amy começa a escrever cartas para Julia. Mas à medida que escreve as cartas, ela começa a perceber que o passado não foi tao perfeito como ela pensava – e que o presente merece uma chance também.

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Quadro do Autor Nacional: “Perdido no Aroma da Flor”, poema de Anderson Câmara

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É com muita felicidade que eu inauguro o Quadro do Autor Nacional! Este quadro consiste em uma série de textos, poemas, matérias e artigos compartilhados pelos autores nacionais e que serão postados semanalmente aqui no blog (com os devidos créditos, é claro). Se você tiver interesse em participar, entre na página Contato e envie sua solicitação de participação através do formulário de contato para poder ter seu texto postado aqui no blog. Para participar, o seu escrito precisa ter, obrigatoriamente, autoria, título e um breve comentário sobre o autor (ao menos que se reconheça como autor desconhecido ou anônimo).

Este é um poema de Anderson Câmara!

Perdido no Aroma da Flor

De tantas flores neste jardim,

tantas espécies belas e agradáveis,

a única cujo perfume chegou a mim

foi a principal das inalcançáveis.

 

Depois de tantos anos para construir

esta fortaleza resistente

vejo minhas paredes a ruir

e teu nome ecoa em minha mente.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Neguei-me a te querer

mas ousei te admirar.

Então já não pude volver

e o aroma da flor

me veio aprisionar.

 

Quanto mais proibido

mais fortes as cadeias.

E o sentimento inibido

que tu, com teu sorriso,

atiças e incendeias.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Se eu poderia fugir?

Escapar do teu fulgor?

Mas escolhi cair

no teu aroma, bela flor.

 

Talvez não haja escape

Todo poeta precisa de musa.

 

Sobre o autor:

Anderson Câmara tem 23 anos, sendo escritor e poeta desde os 17 anos. Como poeta, é romântico; como contista, é adepto do fantástico cotidiano passeando pelo surreal; e como romancista, tem dificuldades em ser normal. Tem uma série de projetos e inspira-se em autores como Stephen King e Neil Gaiman. Você pode entrar em contato com o autor através do seu Facebook ou do seu Blog.

Divulgar o seu livro é mais fácil do que você pensa

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Uma das maiores dificuldades do autor, após escrever o livro, é divulgá-lo para que ele venda e tenha sucesso, dando o retorno que o autor provavelmente gastou no momento da edição e publicação dele.

Porém, como divulgar bem o seu livro? Como fazer com que ele tenha a visibilidade que você deseja e procura? Alguns autores encontram grande dificuldade nessa parte pós-publicação. Fazer com que seu livro tenha sucesso não é uma tarefa fácil, porque depende 50% da qualidade dele, enquanto a outra parte depende de como você vai conseguir fazer com que ele tenha sucesso. Há uma diversidade de opções e de histórias que podem fazer com que as pessoas facilmente escolham outros livros além do seu. O público é amplo, variado e é difícil agradar a todos. Mas fazendo da forma certa você consegue divulgar bem o seu livro e trazer leitores para você. Talvez até mais do que você imagina!

Comece divulgando seu livro com antecedência. Se você publicou seu livro hoje e começa a divulgar hoje, muito dificilmente ele vai criar uma margem grande de leitores da noite para o dia ou fazer um sucesso relâmpago. Leitores são muito críticos e seletivos com os livros que compram, então eles pensarão várias vezes antes de comprar o seu livro sem conhecê-lo ou ter um feedback, apesar da sinopse interessante. Porém, não comece a divulgá-lo quando terminar a primeira página; passe a divulgá-lo quando estiver na reta final e com a certeza de que irá finalizá-lo. Até porque não adianta fazer um barulho gigante e deixar os leitores loucos e ansiosos por um livro que você nem sabe se vai terminar um dia. Divulgue ele antes de publicá-lo realmente. Faça sua margem de fãs, tenha betas (leitores críticos voluntários) e fale bastante dele que, no dia do lançamento, ele muito provavelmente fará no mínimo um belo sucesso e barulho no mercado literário.

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Autor na internet: não seja este autor!

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Antigamente, um autor nacional custava a ter a visibilidade que precisava ter para fazer certo barulho no mercado literário. As editoras não colocavam muita fé em publicar um Zé Ninguém, que geralmente nem apelido na cidade que todos conheciam ele tinha, e ainda duvidavam da qualidade da obra. Além de que, certamente, o contato entre o editor e o autor era quase inexistente.

Com a chegada da internet, isso mudou drasticamente. Não apenas a internet facilitou o serviço do autor de divulgar sua obra e dar visibilidade a ele, mas também, possibilitou que ele autopublicasse seus livros, fazendo seu sucesso e nome sem precisar de uma editora. Embora, é claro, muitos ainda achem que uma editora é importante para que a carreira de autor se solidifique na vida de alguém.

Entretanto, quanto mais obras eu vejo sendo divulgadas diariamente, mais eu também vejo o comportamento no mínimo deplorável de alguns autores que fazem com que eu torça o nariz e pense mil coisas negativas. Certos comportamentos fazem com que sua imagem como autor fique queimada, não muito bem vista nos olhos de leitores e até mesmo de outros autores. O que vou citar ao decorrer deste post, são coisas que você, como autor na internet, deverá evitar fazer.

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Feedback: livro físico com Editora CreateSpace

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Depois de quase dois fucking meses esperando, a prova de um livro físico com o CreateSpace finalmente chegou! Glória! Gostaria de agradecer à minha mãe, à minha cachorrinha, ao meu chefe que paga meu salário (…)

Vou contar para vocês o que exatamente aconteceu para que eu resolvesse imprimir o meu livro físico no CreateSpace: eu estava publicando Amargo (meu livro que, a propósito, vai ser publicado pela Maori Books) de maneira independente. O epub, se não me falhe a memória, já estava pronto e acho que eu já estava vendendo na Amazon. Porém, é claro, eu adoraria ter o formato físico dele e lembro de alguém ter pedido. E como eu já tinha ouvido falar muito bem sobre a qualidade e o preço do CreateSpace, eu resolvi testar.

Esse meu feedback falará sobre os pontos: 1) praticidade, 2) qualidade, 3) preço, 4) entrega, e também colocarei uma classificação de 1-5.E serei extremamente sincera em tudo. Bom, vamos lá!

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